Cooperativas baianas discutem participação da agricultura familiar no setor de biocombustíveis

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Encontro em Feira de Santana reuniu 22 cooperativas para discutir comercialização, políticas públicas e perspectivas do Selo Biocombustível Social

Cooperativas da agricultura familiar da Bahia participaram, nesta terça-feira (19), em Feira de Santana, da Oficina de Nivelamento e Qualificação de Propostas de Comercialização no âmbito do Selo Biocombustível Social.

O encontro reuniu representantes de 22 cooperativas baianas para discutir perspectivas do setor de biocombustíveis e questões relacionadas à comercialização e organização produtiva.

A atividade foi promovida pelo Governo da Bahia, por meio das Secretarias de Desenvolvimento Econômico (SDE) e de Desenvolvimento Rural (SDR), com apoio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).

Segundo o coordenador de Fomento ao Desenvolvimento Territorial e Agroindustrial da SDE, Wecslei Ferraz, a proposta foi orientar as cooperativas sobre o funcionamento do selo e sobre as exigências do mercado de biodiesel.

“Estamos aqui com 22 cooperativas dinâmicas do Estado, que trouxeram seus técnicos de gestão e assistência técnica para conhecer mais sobre o selo, entender as perspectivas para 2026 e se preparar para apresentar propostas de compra e venda às empresas produtoras de biodiesel”, afirmou.

Durante a oficina, foram realizadas palestras técnicas sobre temas como perspectivas do Selo Biocombustível Social para 2026 e 2027, estratégias de comercialização, operações tributárias, mecanismos de garantia financeira e acesso a políticas públicas.

O evento também contou com apresentações de experiências de cooperativas que já atuam no âmbito do selo, além de debates sobre os desafios enfrentados pela agricultura familiar na participação do mercado de biocombustíveis.

Para Wecslei Ferraz, o contato entre cooperativas e empresas pode contribuir para facilitar futuras negociações. “Quanto mais distantes essas empresas estão das cooperativas, maior é a dificuldade de compreender como funcionam seus produtos, sua estrutura e sua saúde tributária.

Essa relação de proximidade fortalece a confiança entre as partes e possibilita contratos que trazem desenvolvimento para a agricultura familiar e para as regiões produtoras”, disse.

O Selo Biocombustível Social é uma política voltada à participação da agricultura familiar na cadeia produtiva dos biocombustíveis, com critérios relacionados à compra de matérias-primas de produtores familiares e ao apoio técnico às cooperativas e agricultores.



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