Bioenergia brasileira ganha espaço no debate global sobre segurança energética e descarbonização

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Expansão dos biocombustíveis e busca por soluções de baixa emissão ampliam discussões sobre o papel do etanol na transição energética.

O avanço da bioenergia tem ampliado o espaço dos biocombustíveis nas discussões internacionais sobre segurança energética, redução de emissões e diversificação da matriz energética.

Em meio à volatilidade dos preços do petróleo e aos desafios climáticos, o etanol brasileiro tem sido apontado como uma alternativa renovável capaz de unir escala produtiva e menor emissão de carbono.

O tema esteve entre os destaques da Sugar Week, realizada em Nova York, encontro que reuniu representantes dos setores de açúcar, etanol e bioenergia para discutir soluções energéticas de baixa emissão e o avanço dos biocombustíveis em novos mercados.

Segundo o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), Evandro Gussi, o debate global sobre energia passou a envolver simultaneamente redução de emissões e segurança no abastecimento.

“O debate global sobre transição energética entrou em uma nova fase, em que reduzir emissões e garantir segurança no abastecimento passaram a ser desafios inseparáveis. O diferencial do Brasil é justamente ter desenvolvido, ao longo de décadas, uma solução capaz de combinar redução de emissões, escala produtiva, competitividade econômica e estabilidade no abastecimento. O etanol deixou de ser apenas uma alternativa energética e passou a ocupar um papel estratégico no debate global sobre transição energética”, afirma Evandro Gussi.

Entre os temas discutidos estiveram o desenvolvimento de soluções sustentáveis para os setores marítimo e aéreo, além do papel da América Latina na oferta de energia renovável em escala.

A avaliação do setor é que a experiência brasileira com biocombustíveis pode contribuir para soluções de descarbonização imediatas, especialmente no transporte, considerado um dos segmentos mais desafiadores na redução das emissões globais.

De acordo com a UNICA, o modelo brasileiro também tem contribuído para reduzir os impactos da volatilidade dos preços internacionais do petróleo, além de fortalecer o debate sobre fontes renováveis capazes de aliar segurança energética, competitividade econômica e menor emissão de carbono.





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