Biomassa impulsiona crescimento da energia limpa em Mato Grosso do Sul

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Expansão da geração a partir de resíduos agrícolas fortalece a matriz energética limpa do estado, mas crescimento do setor exige ampliação das linhas de transmissão para escoar a produção

O avanço da geração de energia a partir da biomassa tem fortalecido a matriz energética de Mato Grosso do Sul e colocado o estado em destaque no cenário brasileiro de produção de energia renovável.

Com grande disponibilidade de resíduos agrícolas, especialmente da cadeia sucroenergética, o estado tem ampliado sua capacidade de geração elétrica e consolidado uma matriz predominantemente limpa.

Segundo dados apresentados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) ao governo estadual, Mato Grosso do Sul já possui cerca de 94% de sua matriz energética composta por fontes renováveis. O crescimento da produção, impulsionado pela biomassa e pela energia solar fotovoltaica, fez com que o estado deixasse de ser importador de energia para se tornar exportador para o sistema nacional.

O diagnóstico foi apresentado ao governador Eduardo Riedel, que discutiu com representantes do setor energético os desafios e oportunidades para o desenvolvimento da infraestrutura elétrica no estado.

Biomassa ganha espaço na matriz energética

A biomassa tem papel estratégico na geração de energia em Mato Grosso do Sul. A eletricidade é produzida principalmente a partir do bagaço da cana-de-açúcar, um resíduo gerado pelas usinas sucroenergéticas que pode ser convertido em energia por meio da queima controlada em caldeiras industriais.

Esse processo permite que as próprias usinas utilizem parte da energia gerada em suas operações e comercializem o excedente no sistema elétrico nacional. Além de ampliar a geração elétrica, a biomassa contribui para reduzir o desperdício de resíduos agrícolas e diminuir as emissões de gases de efeito estufa.

Com a expansão do setor sucroenergético no estado, a tendência é que a geração de energia a partir da biomassa continue crescendo nos próximos anos.

Crescimento da geração exige novas linhas de transmissão

Apesar do avanço na produção energética, o estado enfrenta desafios relacionados à infraestrutura de transmissão. De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, Mato Grosso do Sul atualmente produz mais que o dobro da energia que consome, mas depende da expansão das linhas de transmissão para escoar essa produção.

Essas linhas, conhecidas no setor como “linhões”, são essenciais para transportar a energia gerada no estado para outras regiões do país.

A Empresa de Pesquisa Energética também apresentou estudos sobre novas obras de transmissão que devem ser incluídas no primeiro leilão do setor elétrico previsto para 2026. A expectativa é que esses projetos ampliem a capacidade da rede e permitam novos investimentos em geração renovável.

Energia renovável como vetor de desenvolvimento

Além da biomassa e da energia solar, Mato Grosso do Sul possui projetos em desenvolvimento para outras fontes de geração, incluindo termelétricas a gás natural e pequenas centrais hidrelétricas.

Para o governo estadual, fortalecer a infraestrutura energética é fundamental para atrair indústrias e ampliar o crescimento econômico. A disponibilidade de energia limpa e confiável também reforça a posição do estado na transição energética brasileira.

Nesse cenário, a biomassa se consolida como um dos pilares da matriz energética sul-mato-grossense, aproveitando o potencial do agronegócio para transformar resíduos agrícolas em energia renovável e impulsionar o desenvolvimento sustentável.


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