Bioinsumos elevam produtividade da soja no Paraná e reforçam avanço da agricultura sustentável

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Tecnologia baseada em microrganismos aumenta em mais de 8% o rendimento das lavouras e reduz a necessidade de fertilizantes químicos.

O uso de bioinsumos tem ganhado cada vez mais espaço na agricultura brasileira, impulsionando produtividade e reduzindo impactos ambientais.

No Paraná, pesquisas conduzidas pela Embrapa em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) mostram que a adoção de inoculantes biológicos na soja elevou a produtividade média da cultura em mais de 8% ao longo da última década.

Os resultados são fruto de um acompanhamento realizado desde a safra 2015/2016, com validação de tecnologias diretamente em lavouras comerciais. Na safra 2024/2025, foram instaladas 22 Unidades de Referência Tecnológica (URTs) em 17 municípios paranaenses para avaliar o desempenho das práticas de inoculação e coinoculação na cultura da soja.

De acordo com os dados levantados, áreas que utilizaram coinoculação — aplicação conjunta de microrganismos benéficos — apresentaram produtividade média de 3.916 kg por hectare, enquanto áreas sem inoculação registraram 3.615 kg por hectare. O resultado também ficou acima da média estadual e nacional divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Como os bioinsumos aumentam a produtividade

Os bioinsumos utilizados na soja atuam por meio da Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN), processo em que bactérias capturam o nitrogênio presente no ar e o transformam em nutrientes disponíveis para as plantas.

Na prática, as sementes são inoculadas com bactérias do gênero Bradyrhizobium, que formam nódulos nas raízes da soja e permitem a absorção do nitrogênio necessário ao desenvolvimento da planta. Pesquisas mais recentes também recomendam a coinoculação com a bactéria Azospirillum brasilense, que estimula o crescimento radicular e potencializa a eficiência da fixação de nitrogênio.

Essa combinação contribui para maior rendimento da lavoura e reduz a necessidade de fertilizantes nitrogenados, um dos insumos mais caros da produção agrícola.

Adoção crescente no campo

A tecnologia já é amplamente utilizada pelos produtores. Levantamento realizado no Paraná aponta que 64% dos agricultores utilizaram inoculantes na safra 2024/2025, enquanto a coinoculação já está presente em cerca de 28% das lavouras, segundo a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio).

No Brasil, cerca de 85% dos 47 milhões de hectares cultivados com soja adotam a inoculação anual, enquanto a coinoculação vem se expandindo e já alcança aproximadamente 35% das áreas.

Bioinsumos e o futuro da agricultura sustentável

Além de aumentar a produtividade, os bioinsumos contribuem para reduzir custos e emissões de gases de efeito estufa. Estimativas indicam que o uso dessas tecnologias na soja brasileira gerou economia de cerca de US$ 25 bilhões em fertilizantes nitrogenados em 2024, além de evitar a emissão de mais de 260 milhões de toneladas de CO2 equivalente.

Combinando eficiência produtiva e menor impacto ambiental, os bioinsumos se consolidam como uma das principais ferramentas para o avanço da agricultura sustentável no Brasil, reforçando o papel da inovação científica no desenvolvimento do agronegócio.


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