Brasil reforça cooperação internacional e amplia foco em hidrogênio renovável

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Missão técnica do Ministério de Minas e Energia buscou aproximar os dois países no desenvolvimento de tecnologias e políticas voltadas ao hidrogênio de baixa emissão de carbono.

O Ministério de Minas e Energia (MME) participou neste mês de fevereiro de uma missão técnica ao Reino Unido para acompanhar os avanços em hidrogênio de baixa emissão de carbono e fortalecer a cooperação bilateral no setor.

A agenda incluiu reuniões com o Department for Energy Security & Net Zero, o regulador britânico Office of Gas and Electricity Markets (OFGEM), além de visitas a plantas industriais e centros de pesquisa especializados, segundo o governo.

Representaram o Brasil a Coordenadora-Geral de Energias e Tecnologias de Baixo Carbono, Natália Hoffmann Ramos, e o Coordenador-Geral de Estudos Integrados, Sérgio Ayrimoraes, ambos da Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento (SNTEP), além de técnicos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A missão integrou as ações do Brazil-UK Hydrogen Hub, iniciativa lançada na COP28, com o objetivo de apoiar as metas do Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2).

Potencial do hidrogênio renovável

O Brasil tem se destacado nas discussões sobre o hidrogênio renovável, também conhecido como hidrogênio verde, produzido a partir da eletrólise da água com o uso de energia de fontes limpas.

Com uma matriz elétrica composta por cerca de 83% de fontes renováveis, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o país reúne condições favoráveis para o desenvolvimento desse combustível.

Atualmente, mais de 100 projetos voltados à produção de hidrogênio renovável estão em diferentes estágios de implantação, concentrados principalmente nos estados do Ceará, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam investimentos superiores a R$ 450 bilhões em iniciativas que abrangem desde pesquisa e desenvolvimento até a criação de polos industriais e portuários para exportação.

Avanços e desafios

O PNH2 estabelece diretrizes para o fortalecimento tecnológico, a formação de mão de obra especializada e a criação de um marco regulatório específico.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) será responsável pela regulação do setor, com foco na certificação de produção de baixa emissão e na segurança operacional.

Entre os principais desafios estão o avanço do arcabouço legal, o investimento em infraestrutura logística e a redução dos custos de eletrólise.

Apesar disso, especialistas apontam que o país tem potencial para se tornar um dos principais exportadores de hidrogênio renovável até 2050, impulsionado pela abundância de energia solar e eólica.

Cooperação e transição energética

A missão ao Reino Unido reforça o compromisso do Brasil com a transição energética e a busca por soluções sustentáveis que aliem inovação e competitividade.

A cooperação internacional é considerada estratégica para acelerar o desenvolvimento de tecnologias e consolidar o país como referência em hidrogênio renovável na América Latina.


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