Dejetos da suinocultura podem impulsionar produção de biogás e reduzir emissões no campo

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Dados apresentados por instituições ligadas ao setor agropecuário reforçam o potencial do aproveitamento energético dos resíduos da produção de suínos para a sustentabilidade e a descarbonização da agropecuária brasileira

Os dejetos gerados pela suinocultura vêm sendo cada vez mais reconhecidos como um recurso estratégico para a produção de energia renovável e para a redução das emissões de gases de efeito estufa no campo.

Informações apresentadas recentemente pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), pela Embrapa e pelo Instituto 17 reforçam o potencial do aproveitamento desses resíduos por meio da geração de biogás.

Quando não recebem tratamento adequado, os dejetos da produção de suínos podem contribuir para a emissão de metano, um gás com elevado potencial de aquecimento global. Por outro lado, tecnologias como os biodigestores permitem capturar esse gás e transformá-lo em energia, reduzindo impactos ambientais e agregando valor à atividade.

O biogás produzido pode ser utilizado para geração de energia elétrica, aquecimento de instalações e produção de biometano, combustível renovável com características semelhantes às do gás natural.

Além disso, o processo gera biofertilizantes que podem ser utilizados na agricultura.

O Brasil está entre os maiores produtores de carne suína do mundo, o que representa um potencial significativo para ampliar o aproveitamento energético dos resíduos da atividade.

Especialistas apontam que a adoção dessas tecnologias pode contribuir para reduzir custos nas propriedades rurais, aumentar a eficiência produtiva e fortalecer a economia circular no campo.

Segundo o Mapa, a Embrapa e o Instituto 17, o manejo adequado dos dejetos também desempenha papel importante nas estratégias voltadas à agricultura de baixa emissão de carbono, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para o avanço da sustentabilidade na agropecuária brasileira.



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