O governo de Mato Grosso lançou um plano estratégico que coloca a biomassa no centro do desenvolvimento econômico e energético do estado. A proposta articula expansão florestal, inovação industrial e transição energética, com o objetivo de transformar recursos naturais em valor agregado, emprego e segurança energética.Mais do que ampliar a produção, o plano redefine a origem da biomassa: sai de cena a dependência de resíduos de supressão vegetal e ganha força o uso de matéria-prima proveniente de florestas plantadas e manejo sustentável. A mudança responde à pressão por cadeias produtivas mais limpas e rastreáveis, além de alinhar o estado a padrões internacionais de sustentabilidade.A meta de alcançar 700 mil hectares de florestas plantadas até 2040 sustenta essa virada. A biomassa, nesse contexto, deixa de ser apenas um subproduto e passa a ocupar papel estruturante, seja como fonte de bioenergia, seja como insumo industrial. O movimento impulsiona a chamada verticalização da economia, reduzindo a exportação de matéria-prima bruta e fortalecendo a indústria local.Outro avanço relevante é a padronização do setor. Com a participação da Associação Brasileira de Normas Técnicas, o lançamento da ISO 8347:2025 introduz critérios de rastreabilidade para a biomassa nativa, elevando o nível de controle e transparência da cadeia produtiva fator decisivo para competitividade internacional.Ao integrar produção florestal, energia renovável e indústria, Mato Grosso sinaliza uma inflexão estratégica: a biomassa deixa de ser alternativa e se consolida como eixo de uma economia de baixo carbono, capaz de conciliar crescimento e conservação.__________________________________________
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