O cultivo de eucalipto em Mato Grosso vem ganhando protagonismo não apenas pelo potencial econômico, mas principalmente pelo papel estratégico na transição para uma matriz energética mais sustentável. A produção de biomassa a partir de florestas plantadas tem se consolidado como alternativa para reduzir a pressão sobre florestas nativas e diminuir o uso de combustíveis fósseis no agronegócio.De acordo com a Embrapa, a expansão do setor está diretamente ligada ao crescimento de agroindústrias, especialmente usinas de etanol de milho, que utilizam o eucalipto como fonte renovável de energia. A expectativa é que a área plantada chegue a até 500 mil hectares na próxima década, fortalecendo também sistemas sustentáveis como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).Apesar do avanço, desafios ambientais ainda limitam a produtividade. Regiões com solos arenosos e baixa disponibilidade hídrica têm comprometido o desempenho dos clones atuais, reduzindo a eficiência na geração de biomassa. Diante disso, a AREFLORESTA, em parceria com a Embrapa, iniciou testes com novos materiais genéticos mais adaptados às condições locais.A pesquisa avalia 60 clones de eucalipto em diferentes regiões do estado, com foco em produtividade, resistência e qualidade da madeira para uso energético. A meta é produzir mais biomassa com menos recursos, aumentando a eficiência e a sustentabilidade da cadeia.Com apoio da Embrapa Agrossilvipastoril, a iniciativa reforça o papel da ciência no desenvolvimento de soluções que conciliam produção e conservação. O avanço do eucalipto plantado, nesse cenário, se firma como um dos pilares para um agronegócio mais sustentável no Brasil.__________________________________________
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