A transição para uma economia de baixo carbono deixou de ser apenas uma pauta ambiental para se consolidar como um vetor central de desenvolvimento econômico, inovação e competitividade industrial. Nesse cenário de profundas transformações regulatórias e financeiras, a World Carbon Association (WCA) vem expandindo sua atuação no Brasil, estabelecendo parcerias estratégicas para conectar o setor produtivo às oportunidades globais de financiamento climático.A entidade confirmou que é apoiadora oficial de todos os Fóruns promovidos pelo Grupo FRG Mídias & Eventos, reforçando seu papel de liderança e articulação no mercado. Dando sequência a essa agenda intensa pelo país, o presidente da WCA, Reginaldo Souza, participou em julho do Fórum GD Sul, realizado em Curitiba. A presença do executivo no evento marcou o início de uma série de participações confirmadas nos principais encontros do setor elétrico e ambiental.O calendário de compromissos também abrange debates decisivos sobre sustentabilidade e infraestrutura, a exemplo do 2º Simpósio de Meio Ambiente, Energias Renováveis e Cidades Inteligentes (II SIMERCIS), que será realizado no dia 26 de novembro, em Aracaju. O simpósio reunirá especialistas, entidades do setor e órgãos controladores para debater temas urgentes, como o crescimento das cidades em zonas costeiras, a descarbonização urbana, os impactos da Reforma Tributária no mercado de energia e a segurança jurídica. A conselheira da WCA e uma das organizadoras do evento, Gabriela Almeida, reforça a relevância estratégica da participação da entidade no simpósio:"O SIMERCIS é a segunda edição e fala sobre energias renováveis, sobre cidades inteligentes e meio ambiente. Hoje nós não temos como ter as Smart Cities, que são as cidades inteligentes sustentáveis, sem a adoção e a implementação de sistemas renováveis, sejam eles dos mais diversos, assim como tecnologias e inovações, reduzindo a carga da emissão de poluentes. Deste modo, a descarbonização, o carbono zero, é a principal vertente das cidades inteligentes. A chegada de Reginaldo, na qualidade tanto de profissional expert no assunto quanto de presidente de uma associação global que tem como foco a descarbonização e a criação de políticas públicas, trará os desafios que o Brasil ainda enfrenta para a constituição de fato de políticas públicas que integrem a descarbonização nas cidades inteligentes. A nossa visão é que é mais do que enriquecedor, é oportuno a presença e participação da WCA no evento", ressalta.A atuação integrada em encontros setoriais reflete a visão da WCA sobre a convergência entre geração limpa, economia circular e ativos ambientais. Setores como a geração distribuída, a recuperação energética de resíduos e a reciclagem industrial formam uma nova infraestrutura de baixo carbono capaz de gerar reduções certificadas de emissões e atrair capital internacional de alta integridade.Sobre esse cenário, Souza detalha como o avanço da legislação nacional atua como catalisador desse movimento. "A implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), associada ao Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN), ao Marco Legal do Hidrogênio de Baixa Emissão, à Lei do Combustível do Futuro e à construção da Taxonomia Sustentável Brasileira, cria um ambiente regulatório moderno, capaz de oferecer maior previsibilidade para investidores e segurança para o setor produtivo", explicou o executivo.O presidente da WCA reforça ainda que a gestão de emissões deve ser incorporada de forma definitiva ao planejamento estratégico das empresas brasileiras para garantir espaço em mercados exigentes. "Meu principal recado é que a transição energética deixou de ser apenas uma agenda ambiental e tornou-se uma estratégia de competitividade, inovação e desenvolvimento econômico", enfatiza.Complementando essa visão sobre o compromisso imediato das indústrias, o vice-presidente da WCA, Ricardo Harduim, ressalta o papel da neutralização de emissões:"Enquanto não for consolidada em toda a sociedade uma estrutura global de baixa emissão de carbono, a nossa responsabilidade imediata é agir sobre o presente. Compensar as emissões que o setor produtivo ainda não consegue eliminar é um dever ético e estratégico. A compensação de carbono não substitui a mudança estrutural, mas garante que assumamos o compromisso prático e urgente com o planeta durante a construção desse novo modelo econômico", pontua.Já sobre a urgência desse panorama para o setor produtivo, o presidente do Conselho da WCA, Tiago Fraga, destaca a necessidade de preparação do mercado:"O mercado de carbono já é presente, não é mais algo relacionado ao futuro, ao que está por vir. A necessidade de uma indústria de baixo carbono, de uma sociedade de baixo carbono e do controle das emissões de gases, ela se faz urgente. Então a WCA está aí para isso, para falar, para ser a voz realmente desse setor e fortalecer essas demandas que estão vindo, inclusive até mesmo da Europa e de outros continentes que vão começar a exigir a certificação, vão começar a exigir os inventários, onde fique muito claro o que cada setor, o que cada indústria vai ter que se programar para poder atender essas determinations que vão vindo de cima para baixo", explica ele.A consolidação de novos marcos regulatórios e dos mecanismos do Artigo 6 do Acordo de Paris, incluindo os ITMOs, coloca o Brasil em posição privilegiada para atrair fundos de infraestrutura sustentável, green bonds e parcerias multilaterais. Ao apoiar os Fóruns do Grupo FRG e marcar presença em simpósios como o II SIMERCIS, a WCA reafirma sua missão de criar pontes entre o investimento global e os projetos de descarbonização em todo o território nacional.