Bioenergia brasileira foi um dos temas apresentados na COP27

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Assunto foi abordado no último dia 14 pela equipe da União da Indústria de Cana- de-Açúcar.

O potencial brasileiro para a produção de bioenergia foi demonstrado durante a 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP27) esta semana. O evento que está acontecendo em Sharm El-Sheikh, no Egito, está reunindo até o próximo dia 18 de novembro líderes de mais de 190 países, os quais negociam soluções para proteger a saúde do planeta, acompanhados de perto pela sociedade civil, academia e setores público e privado de todo o mundo.

A bioenergia brasileira, por sua vez, foi apresentada ao evento no último dia 14 de novembro pela equipe da União da Indústria de Cana- de-Açúcar (UNICA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Evandro Gussi, presidente da UNICA, destaca que o país conta com grande protagonismo e o objetivo foi dar contribuições importantes de como o setor sucroenergético pode inspirar a agenda do clima.

“Temos no Brasil enorme potencial de protagonismo no processo de transição energética e é esse debate que vamos fomentar na COP27. Nossa matriz energética é uma das mais limpas do mundo, formada por 48% de renováveis, superando em três vezes a média mundial. Olhando para a mobilidade sustentável, o etanol emite até 90% menos CO2 do que a gasolina, além de ter uma cadeia produtiva sustentável em linha com a economia circular. São contribuições importantes que o setor sucroenergético traz para a COP, mostrando que o país tem muito a inspirar na agenda” explica ele.

Na ocasião, a UNICA também aderiu à campanha Biofuturo, uma iniciativa cujo objetivo é promover a coordenação internacional sobre a bioeconomia sustentável de baixo carbono. De acordo com a instituição a plataforma envolve mais de 20 países e visa acelerar o desenvolvimento e a implantação de biocombustíveis avançados em todos os setores possíveis.

“A campanha Biofuturo tem a missão de mostrar caminhos por meio dos quais os países, empresas e consumidores podem substituir combustíveis, químicos e outros materiais por equivalentes biossustentáveis, reduzindo emissões de gases de efeito estufa (GEE). Atua em articulação com a Plataforma para o Biofuturo, esforço governamental coletivo que reúne mais de 20 países para acelerar o desenvolvimento e a implantação de biocombustíveis avançados, nos setores mais diversos, como alternativas sustentáveis aos combustíveis fósseis” explica a instituição.

Os benefícios da cana-de-açúcar para a descarbonização

Os benefícios e soluções da cana-de-açúcar brasileira também estão sendo apresentados na COP27. Um seminário chamado de “Para além do açúcar e do etanol: economia circular a alcançar objetivos de descarbonização” visa discutir a sustentabilidade da cadeia de valor da produção da cana e a versatilidade de sua contribuição para a economia de baixo carbono para além do transporte nos próximos dias.

“Os painelistas irão tratar sobre as diferentes soluções oferecidas pela cana-de-açúcar em substituição derivados do petróleo, incluindo etanol de 2ª geração, bioplásticos, biogás e hidrogénio verde” explica a UNICA.

Vale destacar que a ApexBrasil e a Unica tornaram pública em fevereiro de 2008 uma estratégia para promover a imagem dos produtos sucroenergéticos no exterior, em especial do etanol brasileiro como uma energia limpa e renovável. As duas entidades assinaram um convênio que prevê investimentos compartilhados e que pretende influenciar o processo de construção de imagem do etanol e demais derivados da cana-de-açúcar junto aos principais formadores de opinião mundial.

Fonte: Biomassa BR

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