Biomassa: Projetos estão permitindo transformar dejetos e resíduos em bioprodutos

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Desenvolvimento de papel a partir de esterco bovino e biossanitizante através de resíduos de macaúba estão entre eles.

As inovações que envolvem o meio ambiente vêm trazendo resultados importantes no que diz respeito ao uso da biomassa.

Em 2020 muitas pesquisas passaram a ser desenvolvidas sobre o produto em busca de trazer boas práticas que beneficiam o meio ambiente, assim como auxiliam no combate a pandemia do novo coronavírus, que ainda persiste no mundo.

Diante disso, dois projetos em especial foram destacados no ambiente científico, sendo um deles desenvolvido pela empresa BBA em parceria com o Instituto Senai de Tecnologia em Celulose e Papel e outro pela unidade EMBRAPII ISI Biomassa, que é referente também ao Instituto Senai, mas de inovação em biomassa.

Transformação de Esterco Bovino em Papel

Com o crescimento das propriedades de leite na cidade de Castro, no Paraná, a necessidade de destinar o esterco bovino de forma correta se fez necessário, segundo o proprietário da construtora BBA, Alexandre Guedes.

A partir disso, uma parceria entre a empresa e o Instituto Senai de Tecnologia em Celulose e Papel permitiu o desenvolvimento de um projeto em escala industrial capaz de transformar o esterco dos animais em papel.

“Com o crescimento das propriedades de leite na cidade de Castro, sentimos a necessidade de dar um destino correto ao esterco bovino. Após alguns testes, percebemos que poderíamos extrair uma significativa quantidade de fibra deste esterco e decidimos procurar o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) para viabilizar a transformação desta fibra em celulose” explica Guedes.

Com a iniciativa, os pesquisadores do instituto criaram um processo químico com as fibras celulósicas extraídas e dessa forma permitiram o desenvolvimento do papel. Em fase de implantação, o projeto agora está desenvolvendo vários tipos de embalagens de modo a avaliar a qualidade do material produzido.

“O desafio foi tornar o produto viável levando em consideração extração, purificação, viabilidade técnica e tecnologia” afirma Geraldo de Aguiar Coelho, pesquisador do IST de Celulose e Papel.

Biossanitizante desenvolvido através do óleo da macaúba é capaz de esterilizar grandes áreas com baixo custo

Outro projeto em desenvolvimento em prol do meio ambiente e principalmente da saúde pública é o biossanitizante criado a partir do bio-óleo da macaúba, uma espécie de palmeira presente no Brasil e que é rica em óleo.

Os pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) estão atuando em parceria com a empresa Soleá, a qual é responsável pela origem dos resíduos do processamento da macaúba.

O projeto em si tem como foco o desenvolvimento de sanitizantes com ação antibactericida e antifúngica a partir do bio-óleo da macaúba e que é capaz de esterilizar grandes áreas públicas, áreas comuns em estabelecimentos comerciais ou residenciais entre outras segundo os pesquisadores.

De acordo com Carolina Andrade, diretora da EMBRAPII, o projeto traz em sua formulação uma solução importante de sustentabilidade visto que preserva o meio ambiente tanto no desenvolvimento do projeto a partir de resíduos, assim como não agride o meio ambiente em sua aplicação.

Além disso, Andrade também reforça que o seu desenvolvimento possui custo reduzido em relação às soluções com o mesmo objetivo no país. “Buscamos uma alternativa aos produtos químicos que são usados hoje em dia, que fosse sustentável, eficaz, no sentido de sanitização, e que ao mesmo tempo fosse viável no custo de produção em alta escala. Nossas pesquisas trouxeram isso” finalizou ela.

Fonte: Biomassa BR
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