Matéria assinada por Maurício Thuswohl, publicada pela Rede Brasil Atual e distribuída pela Eco Agência na última semana, fala das perspectivas para os debates e questões em pauta na conferência Rio+20, que será realizada em junho no Brasil. A coordenadora de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil, Renata Camargo, diz não esperar muito da Rio+20 e comente que não vê expectativa de nenhum novo acordo internacional no que se refere aos temas principais da conferência, que são economia verde e governança ambiental para o desenvolvimento sustentável. Apontado como um dos mais experimentados ambientalistas brasileiros, Rubens Born, dirigente do Instituto Vitae Civilis e membro da coordenação do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais pelo Meio Ambiente (FBOMS), também não nutre grandes ilusões com a Rio+20, mas afirma que a mobilização da sociedade civil pode ser determinante para seu sucesso e ser base a um amplo processo de transformação: “A gravidade da crise climática também aponta para a necessidade urgente de valorizar outras formas de se viabilizar energia, alimentos, mobilidade, habitação, saneamento, emprego”, enumera.Um dos principais organizadores dos eventos políticos realizados há 20 anos no Rio de Janeiro pela sociedade civil durante o encontro de cúpula da ONU que passou à história como Rio-92, Rogério Rocco compara os dois momentos e conclui afirmando que não se pode esperar muito da Rio+20. Rocco atualmente é analista ambiental do Instituto Chico Mendes.Especialista em Responsabilidade Social e Sustentabilidade Socioambiental formado pela FGV e com atuação como consultor para diversas organizações do movimento socioambientalista brasileiro, Aron Belinky afirmou em entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos que a Rio+20 deve ser vista como o ponto de partida para uma nova fase na construção de uma sociedade sustentável e aposta na mobilização social para dar nova dinâmica às negociações diplomáticas: “Podemos, sim, dar início a processos capazes de desencadear transformações que, em prazo relativamente curto, são capazes de fazer a diferença, contribuindo decisivamente para o futuro que desejamos”.Os ambientalistas ressaltam que a Rio+20 é um ótimo momento para o governo brasileiro rever alguns rumos em sua política e definir seu verdadeiro perfil ambiental, passando a exercer liderança global na construção de um modelo de desenvolvimento com sustentabilidade socioambiental.Fonte: Painel Florestal, com Eco Agência