Química verde

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Avanço da quimica verde (biomassa) ajudará a equilibrar o saldo da balança comercial e o desenvolvimento econômico.


A implementação do Programa Brasileiro de Química Verde, que tem respaldo da Abiquim, é considerada fundamental pelo professor José Osvaldo Beserra Carioca, da Universidade Federal do Ceará, para inserir o país entre os líderes mundiais da indústria química. O pesquisador vê a química verde ainda como uma possibilidade de agregar valor à matéria-prima nacional manipulada pelo segmento.

Apesar de o país ter um mercado grande e dinâmico e recursos naturais significativos, o professor João Furtado, da Universidade de São Paulo, disse estar convencido de que a prosperidade da indústria química nacional depende da superação de alguns entraves. Ele citou a regulamentação na área de biotecnologia, considerada inadequada e precária, o que criaria insegurança e afastaria investimentos no setor.

O presidente da CAE, senador Delcídio Amaral (PT-MS), demonstrou otimismo ao falar do futuro "com a nova etapa da química verde". Como exemplo de experiência nessa linha, citou a instalação de fábrica de fertilizantes em Mato Grosso do Sul, dedicada à produção de amônia e ureia a partir do gás natural.

Autor do requerimento de debate, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) disse acreditar que o avanço da química verde no país não só vai ajudar a reequilibrar o saldo da balança comercial, como incentivar o desenvolvimento econômico regional. O parlamentar assinalou como experiência industrial ecologicamente produtiva e sustentável a produção de óleo combustível em barragens a partir do uso de microalgas.


Simone Franco / Agência Senado

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