Lançado pelo governo federal em 2009, o Pacto Nacional da Indústria Química abriu uma janela para projetar o segmento nacional entre os cinco maiores do mundo até 2020, a partir da exploração das oportunidades geradas pelo pré-sal e pela química verde (biomassa). A perspectiva favorável foi apresentada nesta terça-feira (25) pelo presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Fernando Figueiredo, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), apesar de um déficit de US$ 25 bilhões amargado na balança comercial.Com investimentos projetados de US$ 167 bilhões, mais US$ 32 bilhões para pesquisa e desenvolvimento, a indústria química espera gerar 2 milhões de empregos até 2020, dos quais 200 mil a 300 mil diretos. Um entrave para alcançar essa meta seria a falta de mão de obra especializada. Segundo Figueiredo, o Brasil só formou 8 mil químicos e engenheiros químicos em 2009, quando precisaria colocar no mercado, anualmente, 20 mil profissionais.O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Químicos, Antonio Silva Oliveira, cobrou a valorização da mão de obra a partir de melhorias na capacitação, remuneração e condições de trabalho. Ao apontar o alto nível de estresse na atividade, reivindicou redução da jornada de trabalho como medida de segurança na produção, ressaltando como estímulo adicional a participação dos trabalhadores nos resultados das empresas.A participação dos empregados nos lucros foi alvo, inclusive, de questionamento do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) ao presidente da Abiquim. Em resposta, Fernando Figueiredo comentou que mudanças na remuneração da categoria estão sendo discutidas na perspectiva de melhoria da competitividade do setor. Fonte Agencia Senado