Esta parte da história todos conhecemos. O que poucos sabem é que nos 8 milhões de hectares de canaviais do Brasil existe uma energia potencial equivalente a 16 usinas de Itaipu. Isto mesmo, o Brasil tem um potencial de produzir energia (biocombustíveis e bioeletricidade) de cana equivalente a 16 vezes a capacidade da maior hidroelétrica do mundo!Tem mais: se houve deslumbramentos com os possíveis 90 bilhões de barris de petróleo enterrados a 7 mil metros de profundidade sob o oceano, poucos se deram ao trabalho de verificar que, com cerca de 12 milhões de hectares de cana de açúcar, poderemos produzir a mesma quantidade de energia que seria extraída do pré-sal. Com menos poluição, porém mais trabalho e renda e interiorizando o desenvolvimento.Hoje, a cana-de-açúcar responde por 16% da energia consumida no Brasil, sendo superada apenas pelo petróleo. E pode conquistar fatias cada vez maiores se tiver o apoio de políticas públicas.Este potencial inspirou uma das propostas como suporte às metas do Plano Brasil 2022. De acordo com a proposta, na próxima década, não seria autorizada a construção e operação de usinas geradoras de qualquer forma de energia, como elétrica, mecânica, produção de vapor etc., de qualquer porte, conectada ao sistema interligado ou para geração local, de uso público ou privado, que utilize energia fóssil como derivados de petróleo, carvão e gás natural.Para fechar o ciclo da sustentabilidade da energia, as usinas ou plantas geradoras de energia que utilizarem energia fóssil, deverão efetuar a conversão para operação exclusiva com biomassa até 31 de dezembro de 2025.De onde sairia a eletricidade, já que o ciclo das hidroelétricas caminha para seu ocaso? Das termoelétricas a biomassa, seja por cogeração (bagaço de cana), de resíduos agrícolas ou de florestas energéticas cultivadas. Com a proposta pretende-se conferir sustentabilidade à geração de energia no Brasil, com os ganhos sociais de geração de emprego e renda no interior, e com menor emissão de poluentes.Fonte: Fplha de Londrina