Um novo estudo de cientistas do Instituto para Pesquisa sobre o Impacto Climático de Potsdam (PIK), publicado no periódico Environmental Research Letters, apontou que a energia de biomassa é fundamental para a diminuição das emissões de dióxido de carbono e, conseqüentemente, a mitigação das mudanças climáticas. Além disso, a quantidade de bioenergia, competindo com outras formas de energia, é rentável.Os biocombustíveis liberam menos carbono que as alternativas fósseis. Para que 20% da energia mundial fosse gerada a partir da biomassa sem que houvesse danos para as florestas mundiais, seria necessário que a produtividade alimentícia aumentasse cerca de 1% ao ano até 2095. Para os cientistas, avanços são possíveis, mas, como isso, o preço da bioenergia aumentaria. “As taxas de crescimento da produção diminuíram na última década, mas o crescimento potencial da produção ainda é considerável”, afirma o relatório.Para os pesquisadores do PIK, é preciso equilibrar a geração de bioenergia com a conservação ambiental e a produção de alimentos. Isso se dará a partir da criação de políticas que associem esses processos. “Políticas integradas para a produção de energia, uso da terra e gestão de água são, portanto, necessárias”, declararam os cientistas.Além disso, também é necessário o desenvolvimento tecnológico. “Sem a biomassa e a captura e o armazenamento de carbono, a proteção climática pode ficar muito cara, como muitos estudos mostram. Mas esse tipo de energia também tem um preço. As políticas, portanto, não devem apenas visar a bioenergia, mas também integrar questões de mudanças no uso da terra e segurança alimentar global”, concluiu Ottmar Edenhofer, co-autor do relatório e economista do PIK.Fonte EPTV.com