A estatal Eletronuclear abriu licitação para contratar o consócio que montará os equipamentos eletromecânicos da Usina Nuclear Angra 3, no estado do Rio de Janeiro. O serviço terá um custo de R$ 1,93 bilhão. Ou seja, ficará R$ 490 milhões mais caro do que o previsto. Se consideradas todas as etapas da obra, serão gastos quase R$ 10 bilhões, até 2015.Angra 3 é uma das oito novas usinas que o governo federal pretende construir nos próximos anos. Ricardo Baitelo, coordenador do Greenpeace, alerta que esse tipo de energia demanda grandes investimentos públicos e gera mais poluentes do que as fontes renováveis.“Não teria necessidade, não faria sentido colocar a população em risco com a construção dessas usinas, nem colocar todo esse impacto econômico sobre a população, considerando que a energia nuclear é um dos tipos mais caros de energia.”Um relatório lançado recentemente pela Organização das Nações Unidas (ONU) identificou que, entre 2009 e 2011, os investimentos em energia limpa subiram 32% em todo o mundo. Por outro lado, no Brasil, os investimentos em renováveis caíram 5% no período. Para Baitelo, estamos na contramão dos países em desenvolvimento. “O Brasil tem um potencial gigantesco de energias renováveis, principalmente eólica, biomassa e solar. Daria para completar a matriz – que hoje é hidrelétrica – com todas essas outras opções.”Aproximadamente nove mil pessoas trabalharão na montagem de Angra 3. Atualmente, três mil operários estão envolvidos na construção do edifício que abrigará o reator nuclear.No início de agosto, por falta de segurança, o Ministério Público da Bahia interditou uma área, no município de Caetité, que abriga a única mina de extração de urânio do país.Fonte: Radioagência NP.