Japão inaugura duas usinas de biomassa de grande porte em Abril

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Mês tem sido bastante promissor para o mercado renovável do país.

Os investimentos em biomassa estão em alta no Japão. Isso porque só em abril duas usinas de grande porte voltadas para Biomassa foram instaladas no país.

Para muitos especialistas, a inauguração das usinas no início do mês só revelou o quanto o país está empenhado no desenvolvimento rápido dessa forma de energia limpa, a qual é derivada de plantas e animais.

Um dos empreendimentos foi instalado na província de Fukushima. A mesma vai produzir 112 MW e tem como responsável a empresa Able Energy.

De acordo com a empresa, a usina utilizará madeira importada da América do Norte, as quais serão utilizadas como combustível. A energia gerada, por sua vez, será vendida para a empresa energética Tohoku Electric Power Company.

A outra usina de biomassa também inaugurada esse mês é a Usina de Biomassa Tahara, a qual será construída pela Chubu Electric Power Company em parceria com a Toho Gas. Assim como a primeira, a segunda usina também utilizará biomassa florestal para gerar energia.

A primeira usina já iniciou suas operações ainda em abril, já a segunda deve entrar em construção a partir de junho de acordo com as autoridades japonesas.

Em nota, o presidente da Able Energy, Yukihide Sato destacou que a empresa pretende operar a usina de forma segura, assim como gerar energia limpa de qualidade e trabalhar em equipe.

Produção de Biomassa no Brasil

Assim como o Japão, o Brasil também vem obtendo energia através da biomassa. Com a crise hídrica vivida no último ano, o país recebeu grande parte de sua produção de termelétricas, as quais também incluíram a fonte renovável desta vez.

A bioeletricidade do país representou 4% da geração total de energia produzida no Brasil. De acordo com a União das Indústrias da Cana de Açúcar (UNICA) só a biomassa gerou 20 mil GWh de energia.

Os dados vêm de um levantamento criado pela instituição com base nas informações repassadas pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Dentro da bioeletricidade, por sua vez, estão incluídos os resíduos sucroenergéticos, assim como o biogás, a lixívia, os resíduos de madeira, o capim elefante e também a casca de arroz.

Em nota, o gerente de bioeletricidade da UNICA destacou que a biomassa da cana foi a responsável por poupar 14% da energia capaz de ser armazenada pelas hidrelétricas do país.

"Dos 20.202 GWh gerados para a rede em 2021, 85% foram ofertados entre maio e novembro, meses que compõem justamente o período seco e crítico para o setor elétrico brasileiro. Se o período a considerar for abril a novembro, o indicador sobe para 96%. Além do mais, a geração da biomassa da cana reduziu as emissões de CO2 estimadas em 7 milhões toneladas, marca que somente seria atingida com o cultivo de 49 milhões de árvores nativas ao longo de 20 anos” comentou ele.

Fonte: Biomassa BR

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