ENTREVISTAPeter Loescher, presidente mundial da SiemensO presidente mundial da Siemens, Peter Loescher, aposta na infraestrutura necessária para as cidades brasileiras e no setor de óleo e gás como pilares de crescimento do mercado nacional - a meta do conglomerado alemão, até 2015, é dobrar a receita no País.Ele relatou ao Estado, em entrevista por e-mail, detalhes sobre os investimentos no Brasil nos próximos anos.O Brasil vai se tornar mais importante para o negócio global da Siemens?O Brasil é um mercado-chave. Em 2010, o País foi líder de crescimento entre os países do Bric. E queremos dobrar nossas receitas locais até 2015. Os pilares dessa expansão são infraestrutura para cidades e grandes eventos, óleo e gás e energias renováveis.É importante adaptar os produtos ao mercado nacional?No Brasil, a Siemens desenvolve produtos em conjunto com os clientes, como turbinas para cogeração de energia a partir de biomassa ou softwares para o setor de óleo e gás. Hoje, o índice de nacionalização de nossos produtos do setor de energia é de 70%. E a ideia é aumentar esse porcentual.Por que foi necessário dobrar investimentos no País?O Brasil se tornou uma economia mais complexa, que exige uma variedade maior de produtos. E estamos bem preparados para aproveitar essas oportunidades. Nós vamos dobrar o nosso investimento nos próximos cinco anos, para US$ 600 milhões. Metade do valor irá para projetos de inovação e desenvolvimento de produtos. E o restante será para expansão de produção e construção de novas fábricas. Fernando Scheller - O Estado de S.Paulo