ABiogás promove VII Fórum do Biogás e lança dois novos produtos para disseminar o conhecimento sobre a fonte

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Mapa do Biogás e Guia do Produtor já estão disponíveis no site da associação: https://abiogas.org.br/

Maior evento do setor na América Latina, o VII Fórum do Biogás, realizado nesta quinta-feira (3/11), reuniu especialistas que apontaram um cenário promissor para o biogás, com crescimento de 40% ao ano, e marcos importantes em 2020. O presidente da ABiogás, Alessandro Gardemann, abriu os trabalhos, destacando que, com mais de 700 inscritos, o Fórum tem como missão mostrar o diferencial brasileiro no contexto global do biogás.

“O Brasil tem um potencial que não existe em outros países. Temos que pensar em como acelerar a entrada do biogás, reconhecendo as externalidades e incrementando tecnologias para o melhor aproveitamento desta fonte”, afirmou. “O biogás é uma solução ambiental tanto para o saneamento urbano, quanto para o saneamento rural. O aproveitamento de resíduos proporciona a descarbonização com redução de custos e geração de empregos. O biogás é ESG (Environmental, Social and Governance) na veia”, completou.

A Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), que promove o fórum, lançou dois novos produtos visando ampliar o conhecimento sobre o energético: o Mapa do Biogás, com dados do Brasil e do mundo, e o Guia do Produtor, um roteiro para novos empreendedores. Os materiais já estão disponíveis no site: https://abiogas.org.br/

Para falar sobre políticas públicas, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), José Mauro Ferreira Coelho, mostrou a evolução do biogás nos últimos anos, com destaque para o aproveitamento de fontes do setor sucroenergético.

Segundo os dados do MME, o Brasil passou de 126 plantas em 2015, para 593, este ano. Para José Mauro, o biogás constitui peça-chave na expansão do mercado de gás. “A universalização do gás passa muito pela questão dos gasodutos, entretanto, quando olhamos para o Brasil e o potencial do biogás, eu acredito muito que poderemos ter vários pontos de oferta de biogás que levarão à expansão da malha, o que vai contribuir para universalização do gás que tanto se fala no país”, afirmou.

A diretora de Estudos do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Heloísa Borges, apresentou sua visão de futuro para o biogás, destacando a posição do Brasil na plataforma Biofuturo. “Cada país vai contribuir do seu modo, e nós temos uma fortaleza muito grande na bioenergia. Temos que pensar na integração de políticas para potencializar resultados. O novo mercado de gás vai aumentar a competitividade para diminuir o preço final ao consumidor, e o biogás está inserido no marco regulatório por ser equivalente ao gás natural”, afirmou.

Para a diretora de Biomassa e Renováveis da Raízen, Raphaella Gomes, o movimento ESG começa como um pleito da sociedade, gerando uma onda sem volta. “O primeiro passo foi dado com os países se comprometendo com a descarbonização. O segundo foram as empresas também assumindo metas de redução de carbono. E a última onda são as instituições financeiras se recusando a financiar empreendimentos que não estejam alinhados às metas de redução de emissões”, comentou.

Recentemente, a Raízen inaugurou a maior usina de biogás a partir de derivados da cana-de-açúcar do mundo, no município de Guariba, em São Paulo. Para Rafaela, o empreendimento chamou a atenção para o potencial do Brasil, reconhecendo o protagonismo na agenda do gás natural renovável, pensando até em exportação por meio do gás liquefeito. “É o pré-sal caipira, energia que vem do interior, próxima a grandes centros de consumos, despachável, e com uma série de oportunidades. A nossa visão é de que a usina se transforme em uma biorrefinaria integrada, passando pelo mesmo processo do petróleo, em que iremos aproveitar todos os resíduos”, contou.

Fechando o primeiro painel, o diretor superintendente da Gás Verde, Wagner Nunes Martins, falou sobre o empreendimento da Gás Verde, maior planta de purificação de biogás do Brasil. “Nosso principal produto é o biometano, que atende a clientes industriais e veiculares. Esta fonte reduz tanto os gases do aquecimento global, quanto contribui para diminuir a poluição nas cidades. Todos nós precisamos ter esta visão, se não criarmos uma economia verde, o desenvolvimento urbano vai esbarrar em sérios problemas ambientais”, concluiu.

Fonte: Abiogás

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A diretora de Estudos do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Heloísa Borges, apresentou sua visão de futuro para o biogás, destacando a posição do Brasil na plataforma Biofuturo. “Cada país vai contribuir do seu modo, e nós temos uma fortaleza muito grande na bioenergia. Temos que pensar na integração de políticas para potencializar resultados. O novo mercado de gás vai aumentar a competitividade para diminuir o preço final ao consumidor, e o biogás está inserido no marco regulatório por ser equivalente ao gás natural”, afirmou.

Para a diretora de Biomassa e Renováveis da Raízen, Raphaella Gomes, o movimento ESG começa como um pleito da sociedade, gerando uma onda sem volta. “O primeiro passo foi dado com os países se comprometendo com a descarbonização. O segundo foram as empresas também assumindo metas de redução de carbono. E a última onda são as instituições financeiras se recusando a financiar empreendimentos que não estejam alinhados às metas de redução de emissões”, comentou.

Recentemente, a Raízen inaugurou a maior usina de biogás a partir de derivados da cana-de-açúcar do mundo, no município de Guariba, em São Paulo. Para Rafaela, o empreendimento chamou a atenção para o potencial do Brasil, reconhecendo o protagonismo na agenda do gás natural renovável, pensando até em exportação por meio do gás liquefeito. “É o pré-sal caipira, energia que vem do interior, próxima a grandes centros de consumos, despachável, e com uma série de oportunidades. A nossa visão é de que a usina se transforme em uma biorrefinaria integrada, passando pelo mesmo processo do petróleo, em que iremos aproveitar todos os resíduos”, contou.

Fechando o primeiro painel, o diretor superintendente da Gás Verde, Wagner Nunes Martins, falou sobre o empreendimento da Gás Verde, maior planta de purificação de biogás do Brasil. “Nosso principal produto é o biometano, que atende a clientes industriais e veiculares. Esta fonte reduz tanto os gases do aquecimento global, quanto contribui para diminuir a poluição nas cidades. Todos nós precisamos ter esta visão, se não criarmos uma economia verde, o desenvolvimento urbano vai esbarrar em sérios problemas ambientais”, concluiu.

Fonte: Abiogás

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