Suiça anuncia que vai abandonar a energia nuclear

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A Suíça decidiu pôr fim ao uso da energia nuclear. O governo anunciou que as cinco centrais nucleares do país serão desmanteladas de

A Suíça decidiu pôr fim ao uso da energia nuclear. O governo anunciou que as cinco centrais nucleares do país serão desmanteladas de forma progressiva até 2034. A decisão era esperada após a crise na usina de Fukushima, no Japão, afetada pelo terremoto seguido de tsunami de março. Poucos dias depois da tragédia, a ministra da Energia da Suíça, Doris Leuthard, havia anunciado a suspensão da construção de três centrais no país e adiantou que o governo voltaria a analisar o futuro da energia nuclear e das cinco usinas existentes.

A Suíça é um dos países europeus mais dependentes da energia nuclear, da qual retiram 40% de seu consumo. Embora o país tenha apenas um risco "moderado" de sofrer terremotos, algumas regiões, como a Basiléia, são mais propícias que outras. Segundo especialistas, os tremores na Suíça poderiam atingir 7 graus na escala Richter e provocar tsunamis nos grandes lagos suíços.

O primeiro reator a ser paralisado na Suíça será o de Beznau, no norte do país, em 2019. Foi justamente lá que mais de 20 mil pessoas se reuniram para protestas contra a energia nuclear em manifestação no domingo passado.

O abandono progressivo da energia nuclear vai custar aos suíços entre 2,2 bilhões e 3,8 bilhões de francos suíços (entre 1,8 bilhão e 3,1 bilhões de euros), segundo estimativas do governo. Para substituir o grande volume de energia que tiram das centrais nucleares, a Suíça planeja investir em fontes renováveis, como a hidrelétrica e a cogeração por calor, e centrais de gás de ciclo combinado.

Desde o início da crise nuclear no Japão, vários países europeus anunciaram revisões nas suas políticas de uso da energia nuclear. Na Alemanha, um referendo marcado para 6 de junho vai decidir os rumos da energia nuclear no país, enquanto a Itália, que tinha voltado a construir usinas em 2009, paralisou as obras e também fará uma consulta popular sobre a questão, marcada para 12 e 13 de junho.

Fonte: O Globo

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