Renan quer incluir plantio de cana em áreas de encostas no Código Florestal

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Respondendo a uma consulta ao presidente da Asplana, Lourenço Lopes, sobre a proposta do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) de deixar a cana-de-açúcar em áreas de

Respondendo a uma consulta ao presidente da Asplana, Lourenço Lopes, sobre a proposta do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) de deixar a cana-de-açúcar em áreas de encostas fora do novo Código Florestal, o senador Renan Calheiros, líder da bancada do PMDB, acalmou os ânimos dos produtores alagoanos e pernambucanos dizendo que ainda há tempo para a inclusão dessas terras na proposta.

Aldo Rebelo é relator da proposta do Código Florestal, que está para ser votada na Câmara. Sensível ao problema que a exclusão das encostas pode causar a milhares de pequenos agricultores que trabalham em regime de agricultura familiar nessas áreas, com uma importância social e econômica muito grande para o Nordeste, Renan promete trabalhar para a inclusão das áreas no código.

"Vamos trabalhar pela aprovação de emenda criando uma exceção para a cana-de-açúcar, assim como já ocorreu com outras culturas na Câmara dos Deputados e no Senado", disse o senador em resposta à consulta da Asplana. E reforçou: "Não tenho dúvida de que vamos conseguir bons resultados e reverter esse quadro".

A possibilidade de apresentação de uma emenda garantindo no Código Florestal o cultivo em áreas de 45 graus ou mais de declive foi reivindicada ao líder do PMDB no Senado pela diretoria da Asplana. "Essa é uma tradição secular de Alagoas e Pernambuco e queremos que seja criada uma exceção, a exemplo do que foi feito com fruticultura e o café", defende o presidente Lourenço Lopes.

Para ele, a aprovação o novo código como está sendo proposto pelo relator resolve muitos problemas dos produtores rurais, "mas vai colocar uma saia-justa nos produtores de cana-de-açucar do Nordeste", argumenta, prevendo duas consequências que inevitavelmente vão correr com os produtores: "Vamos abandonar a atividade canavieira ou vamos entrar na ilegalidade".

Os maiores prejudicados com a aprovação do código, segundo o presidente da Asplana, são os agricultores familiares, que representam mais de 90% dos produtores alagoanos das aéreas de encostas.


Fonte: 24h Alagoas


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