Sim para energia renovável e NÃO para energia nuclear.!

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Alemanha: mais de cem mil protestam contra a energia nuclear

Mais de cem mil manifestantes antinucleares pediram em toda a Alemanha que se deixe de lado a energia atômica, nas tradicionais "Marchas de Páscoa" pacifistas, afirmaram os organizadores.

No total, 144.500 militantes participaram das manifestações em 12 usinas alemãs, bem como nos arredores das centrais francesas, segundo a organização antinuclear "Ausgestrahlt" ("irradiado").

As usinas francesas são as de Cattenom, a segunda mais potente da França, e de Fessenheim, na Alsácia, onde os militantes alemães foram numerosos, acrescentou a fonte.

A polícia não deu nenhuma informação sobre o número de participantes.

"A participação importante nestas manifestações mostra que a população não tem confiança no governo na questão da política nuclear", disse Jochen Stay, porta-voz da "Ausgestrahlt", citado em um comunicado.

"A reivindicação repetida hoje cem mil vezes é a seguinte: todas as centrais nucleares devem parar de funcionar", acrescentou.

Em Gronau, cidade do noroeste do país onde fica uma central de enriquecimento de urânio, mais de 10 mil pessoas e 65 tratores exigiram o fechamento da fábrica, segundo os organizadores.

Outras manifestações foram realizadas na maioria das centrais alemãs, particularmente em frente às usinas de Biblis (sudoeste), onde se reuniram 15.000 pessoas, e Krümmel (norte), com 17.000 participantes, segundo os organizadores.

Outros 20 mil se reuniram também nos arredores da central de Grohnde (Baixa Saxônia, noroeste) e 15.000 em Grafenrheinfeld (Baviera, sul).

Os manifestantes, que agitavam bandeiras amarelas e vermelhas com o conhecido slogan "Nuclear, não obrigado", reivindicaram uma suspensão imediata do uso da energia nuclear, depois da catástrofe japonesa de Fukushima. Também protestaram contra a intervenção militar na Líbia e no Afeganistão.

"Não basta declarar uma moratória e esperar depois que a população fique satisfeita", acrescentou Jochen Stay, no comunicado de "Ausgestrahlt", referindo-se à decisão adotada pelo governo alemão depois da catástrofe de Fukushima.





Fonte: AFP

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