Os esforços de governos, empresas e instituições de todo o mundo para ampliar o uso das energias renováveis não estão sendo suficientes para superar os combustíveis fósseis e reduzir as emissões de gases do efeito estufa. O relatório Clean Energy Progress Report, da Agência Internacional de Energia (AIE), aponta que a fonte que mais cresceu na década passada foi o carvão, impulsionado pela China. Segundo o levantamento, o combustível respondeu por quase metade do aumento da geração de eletricidade no período. O relatório aponta que a geração mundial de eletricidade aumentou 4.788 TWh entre 2000 e 2008. Do total, 2.258 TWh foram provenientes de térmicas a carvão, o equivalente a 47%. Em segundo lugar ficou o gás natural, que respondeu por 1.573TWh, ou 33%. As hidrelétricas vieram depois, com 589 TWh, ou 12%. Outras energias renováveis aparecem apenas em quarto, com 312 TWh, ou 6,5% do total, seguida pela geração nuclear (140 TWh, 3%). Já o uso do petróleo caiu 74TWh ou 1,5%.Segundo o documento, o carvão continuará tendo papel importante na geração elétrica nos próximos anos e, para atingir as metas globais de redução de emissões, é necessário não só investir em usinas mais limpas e eficientes, como em projetos associados de captura de carbono. Cerca de 100 iniciativas de larga escala seriam necessárias até 2020 e mais de 3.000 em 2050, segundo a agência. Atualmente, há 70 em andamento.Outra medida necessária é cortar os subsídios para combustíveis fósseis e aumentar os incentivos para energias renováveis. De acordo com a AIE, usinas movidas a combustíveis fósseis recebem US$ 312 bilhões por ano, ante US$ 57 bilhões das renováveis. Além disso, afirma a agência, é necessário incentivar a troca de carvão pelo gás natural, a eficiência energética e o uso de biocombustíveis, bem como investir em pesquisa e tecnologia voltada para desenvolver energias mais limpas e ampliar a eficiência do consumo. Fonte: Portal EnergiaHoje