Um estudo do BNDES - Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, em conjunto com o Grupo de Estudos do Setor Elétrico da UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro, pesquisou os principais entraves da baixa geração de bioeletricidade, a energia gerada pelo aproveitamento do bagaço e da palha da cana-de-açúcar por usinas de bioenergia.Assinada pelos pesquisadores: Diego Nyko; Jorge Luiz Garcia Faria; Artur Yabe Milanez; Nivalde José de Castro; Roberto Brandão; e Guilherme de A. Dantas, a pesquisa ouviu mais de 200 usinas, que juntas somaram quase 70% da capacidade instalada de processamento de cana da safra 2009/10.Segundo a pesquisa, as usinas participantes receberam um questionário com 15 fatores inibidores do investimento em cogeração, sendo solicitado que cada respondente atribuísse um nota de "0" (nenhuma relevância) a "3" (alta relevância). "Os resultados da pesquisa, que foram analisados de forma consolidada para o Brasil, mas também por conjuntos de usinas agrupadas por faixa de moagem e por estados selecionados (SP, PR, MG, MS, GO e AL), foram publicados por meio do artigo "Determinantes do baixo aproveitamento do potencial elétrico do setor sucroenergético: uma pesquisa de campo", destacam os autores. Ainda de acordo com os pesquisadores, entre as opções existentes, "a eletricidade gerada a partir da biomassa da cana-de-açúcar revela-se uma opção interessante, pois, além de renovável, é produzida de forma distribuída e próxima aos centros consumidores. Além disso, em razão de a colheita de cana ocorrer no período seco da Região Centro-Sul, a biomassa canavieira ainda se apresenta como fonte complementar ao parque hidroelétrico brasileiro, conferindo maior capacidade de geração de energia justamente no período de menor oferta hídrica"."Apesar das vantagens econômicas e ambientais, o potencial de utilização da biomassa de cana ainda é pouco aproveitado. Entre as diversas causas possíveis, podem-se citar a dificuldade de conexão das centrais térmicas à base de cana à rede de distribuição, a fragilidade econômico-financeira e a inexperiência em operar no setor elétrico de determinadas usinas", destaca o resumo do estudo.Outro objetivo do estudo foi o de "listar oportunidades de fomento que colaborem para mitigar os entraves apontados pela pesquisa e, com isso, estimular um melhor aproveitamento do potencial elétrico do setor sucroenergético".A pesquisa está disponível na Biblioteca Virtual do portal UDOP. Para acessá-la clique aqui. Rogério MianFonte: Agência UDOP de Notícias