Começa a operar em quatro meses a maior unidade industrial de agro pellets do Brasil , no estado de São Paulo. Projetada pela Brasil Biomassa e Energia Renovável, a planta terá capacidade de produção da ordem de 10.000 t/mês da matéria prima, que pode servir como combustível a termelétricas, em substituição ao cavaco de madeira, lenha ou gás. Com investimento entre R$ 10 milhões e R$ 12 milhões, a unidade produzirá agro pellets a partir do bagaço de cana-de-açúcar, madeira e capim elefante, evitando a deposição de tais resíduos no solo. Segundo o diretor da Brasil Biomassa e Energia Renovável, Celso Marcelo de Oliveira, a substituição de combustíveis tradicionais pelos pellets implicará em ganhos de eficiência às unidades termelétricas que adotarem a mudança. Uma usina que utiliza 30 mil t/mês de lenha, por exemplo, demandará não mais que 8 mil t de pellets no mesmo período e ainda ganhará em produtividade devido a seu maior poder calorífico. Em levantamento realizado recentemente, a empresa constatou que, se o total de resíduos sólidos produzidos no Brasil em 2010, da ordem de 761.386.078 t, fosse convertido em produtos renováveis de geração de energia térmica, como briquetes ou pellets, o Brasil poderia abastecer os mercados europeu e norte-americano. Para o cálculo, foi considerado um horizonte de consumo estimado em 80 milhões de t de pellets na Europa e de 40 milhões de toneladas nos Estados Unidos em 2020. Atualmente, uma tonelada de pellets – com IVA incluído – na França tem um custo ao consumidor final de € 300,00 e na Alemanha, € 280,00.Fonte: PAINEL FLORESTAL/ABIB(Pellets / Pelets)