O projeto faz parte de um acordo realizado entre as instituições em 2011 e reúne mais de 300 cientistas brasileiros, além de 60 pesquisadores de diversos outros países. O programa possui cinco linhas de pesquisa, com foco na cana-de-açúcar e em como desenvolver o combustível de forma sustentável e econômica. O setor de aviação contribui com 2% das emissões totais de gases de efeito estufa. Para se tornar neutro na emissão de carbono até 2020, como estabelece a Associação de Transporte Aéreo Internacional (Iata), uma das alternativas avaliadas é a utilização de biocombustíveis que possam ser misturados ao querosene na proporção de até 50% sem a necessidade de realizar modificações nas turbinas da atual frota de aeronaves, ou no sistema de distribuição do combustível aeronáutico. "O esforço que está sendo feito no Brasil, capitaneado pela Fapesp, que está organizando as empresas, instituições de pesquisa e entidades governamentais e não governamentais, tem o potencial de trazer uma contribuição muito significativa para os projetos que estão sendo realizados no mundo todo para se chegar ao desenvolvimento de um biocombustível para aviação", diz vice-presidente-executivo de engenharia e tecnologia da Embraer, Mauro Kern. De acordo com especialistas no setor, apesar de já existirem biocombustíveis produzidos no exterior a partir de diferentes biomassas, eles ainda não são produzidos em grande escala e chegam a ser até 100% mais caros do que o querosene de aviação. As instituições envolvidas no projeto, acreditam que é preciso utilizar a experiência do Brasil na produção de etanol, que não é um combustível ideal para a aviação. O objetivo dos estudos e do projeto é desenvolver um biocombustível que seja viável comercialmente, obtido a partir do estudo de diferentes matérias-primas, que não só a cana-de-açúcar. "A grande vantagem de estar realizando esse tipo de pesquisa no Brasil é que o País tem experiência na utilização da cana, usando uma fonte renovável de combustível. Podemos aprender e utilizar essa experiência para aplicar na área de aviação", afirma a presidente da Boeing Brasil, Donna Hrinak. Fonte: Portal Terra