As instalações estão localizadas na unidade industrial da Companhia Alcoolquímica Nacional, em Vitória de Santo Antão, Pernambuco e, segundo a empresa, têm capacidade para gerar até 0,85MW. Segundo as empresas, a tecnologia, apresentada em modo de demonstração, pode ser aplicada em grande parte das 440 usinas sucroalcooleiras do Brasil como fonte extra de geração de energia alternativa. O projeto ocupa cerca de seis mil metros quadrados, com oportunidade de ampliação após entrar em fase comercial. Nesta etapa inicial, a unidade utiliza cerca de 20% da capacidade de geração de energia a partir da vinhaça, consumindo aproximadamente mil metros cúbicos do material por dia e gerando 612 MWh de energia a serem comercializados no mercado livre por mês. Em escala industrial, a operação de Vitória de Santo Antão terá sua capacidade ampliada em até cinco vezes, para cerca de 4,5 MW. O processo utiliza tecnologia de biodigestão específica às características da vinhaça. Como resultado, o gás é composto em média por 80% de metano, o que lhe confere maior potencial de queima quando comparado ao biogás obtido a partir de outras fontes de resíduos tradicionais, que contêm de 50% a 65% de metano. “Para termos a dimensão desse potencial, na safra 2010/2011 foram produzidos 25 bilhões de litros de álcool, o que corresponde à geração de cerca de 300 bilhões de litros de vinhaça. Este volume seria suficiente para garantir uma potência de cerca de 1.600 MW, aproximadamente 45% da capacidade instalada de uma hidrelétrica como a de Jirau, com vantagem de produzir energia de forma descentralizada e sem impacto para o meio ambiente”, afirma a gerente da área de bioenergia da Cetrel, Suzana Domingues. A fase de pesquisa teve início em 2009, com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), a partir da realização dos testes em laboratório e estudo de caracterização da vinhaça para a biodigestão.Fonte: Jornal da Energia