A CPFL Energia vai investir R$ 13,8 milhões na implantação de uma usina de energia solar em Campinas. A instalação de cerca de 4,5 mil painéis solares fotovoltaicos está prevista para ter início no segundo semestre em uma área de 13,7 mil metros quadrados da Subestação Tanquinho. Ali será gerado, a partir de fevereiro, cerca de 1,6 Gwh/ano, equivalente ao consumo de 657 clientes com uso médio de 200 Kwh/mês. Ela será a segunda usina comercial do País — a primeira foi construída pelo grupo EBX, em Tauá, no Ceará e entrou em operação em 2011. O projeto da CPFL foi aprovado em dezembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e é parte do esforço nacional de diversificação de sua matriz energética. A Aneel, em agosto do ano passado, convidou as empresas do setor elétrico a apresentarem projetos de pesquisa e desenvolvimento para a inserção da geração solar fotovoltaica na matriz energética brasileira, visando facilitar e viabilizar economicamente a produção e monitoramento da geração solar, estimular a redução de custos da geração solar fotovoltaica com vistas a promover a sua competição com as demais fontes de energia além de propor aperfeiçoamentos regulatórios e desonerações tributárias que favoreçam a viabilidade econômica da geração solar fotovoltaica. Financiado pela CPFL Renováveis e com parceria de distribuidoras do grupo, além de fabricantes e entidades como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a empresa deve concluir ainda esse mês o pré-projeto com a especificação de fornecedores.Junto com a produção comercial de energia solar, a empresa vai desenvolver uma série de pesquisas para viabilizar economicamente a produção, instalação e monitoramento da geração solar fotovoltaica para injeção de energia elétrica nos sistemas de distribuição e transmissão. A geração de energia por placas fotovoltaicas ainda é pequena no Brasil, por causa do custo. Na Europa, no entanto, essa energia é muito utilizada, principalmente em função dos acordos ambientais feitos para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. A meta até 2020 é reduzir em 20% as emissões, aumentar a participação de fontes renováveis em 20% e reduzir o consumo em 20%. A energia solar fotovoltaica é a forma de produção de eletricidade que mais cresce no mundo. Segundo estudos do Instituto de Energia da Universidade da Califórnia e da Associação das Indústrias Fotovoltaicas Europeias, desde 2003 o índice de expansão dessa indústria ultrapassa 50% ao ano. O que se espera, disse Helder Pires Bufarah, da Divisão de Inovação Tecnológica da CPFL Energia, é que a produção de energia solar fotovoltaica siga o mesmo caminho da energia eólica (gerada por vento), que era muito cara mas que com a disseminação da tecnologia, o preço caiu e se tornou competitiva. A empresa tem em produção atualmente 368 MW de energia eólica e outros 670 MW em construção, dentro de um portfólio de 4,43 mil MW de energia limpa em operação e em construção, incluindo pequenas centrais hidrelétricas (PCH), eólica e biomassa. A esse parque de fontes renováveis será acrescida a produção de energia solar, onde o início de produção será em Campinas. O governo quer incentivar o desenvolvimento no País de toda a cadeia produtiva da indústria solar fotovoltaica com a nacionalização da tecnologia empregada, além de fomentar o treinamento e a capacitação de técnicos especializados neste tema em universidades, técnicas e empresas. A usina terá diferentes tipos de painéis, que vão desde tecnologias tradicionais de silício mono e policristalinos, e tecnologias promissoras, os chamados “filmes finos”, como, por exemplo, o silício amorfo microcristalino, o telureto de cádmio e o Cobre-Índio-Gálio-Selênio (CIGS). Durante 36 meses será analisado o impacto da conexão desse tipo de geração para o consumidor final em termos de qualidade, segurança, confiabilidade e viabilidade econômica. Para isso, equipamentos de última geração vão ser instalados em diversos pontos da rede de distribuição e em um cliente de média tensão localizado próximo à subestação.Fonte: Paulinia News