A entidade prega que diferentes fontes, como biomassa, gás natural e parques eólicos, não podem ser colocadas todas juntas, sem outras distinções que não o preço final. "Dá tempo ainda de criar um produto específico para bioeletricidade, o que estimularia a oferta dessa importante fonte renovável e garantiria maior diversificação e segurança à matriz energética do País", defende o gerente de bioeletricidade da entidade, Zilmar José de Souza. Para a Unica, a biomassa "tem concorrido de forma desigual com outras fontes" nas últimas licitações. O resultado tem sido o amplo domínio da energia eólica, que tem oferecido preços mais baratos nas disputas. Para Souza, o atual modelo “estabelece uma expansão da matriz de energia elétrica calcada na não diversificação das fontes, o que gera incertezas quanto ao suprimento de energia no longo prazo”. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) havia recebido o cadastro de 598 empreendimentos para o A-3, sendo 524 eólicas e 26 termelétricas. As plantas a biomassa foram apenas 23, somando 1.042MW de potência. O preço-teto que havia sido estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) - R$112 por MWh - também é "considerado baixo pelos empreendedores" de biomassa. "Em comparação com o preço-teto do leilão A-3 realizado em agosto de 2011, houve uma queda de quase 20%", aponta a Unica. Fonte: Jornal da Energia