No Centro-Sul do país a safra deve somar 550 milhões de toneladas, em alta de 2,6% sobre 2010/11. Já na região Norte/Nordeste o volume estimado é de 61 milhões de toneladas, em comparação com as 60,40 milhões de toneladas do ano passado. Para a produção de açúcar, a estimativa é de que sejam produzidas 39,55 milhões de toneladas no Brasil, sendo 35,10 milhões no Centro-Sul e 4,45 milhões no Norte/Nordeste, enquanto a produção de etanol deve se situar em 26,13 bilhões de litros, caindo 4% sobre a produção de 2010/11. No período, a região Centro-Sul vai produzir 24,19 bilhões de litros. “O desenvolvimento fisiológico das plantações está atrasado e acreditamos que em março, quando geralmente começa a safra, a cana não estará pronta para a moagem”, avalia Plínio Nastari, diretor da Datagro. Ainda de acordo com levantamento da Datagro, a taxa de renovação será de 19% no período e ficará dentro da média histórica, que oscila entre 16,5% e 19% ao ano. “A prioridade continuará sendo o açúcar”, diz Nastari. Isso porque os preços da commodity continuam em alta – cotados em média a US$ 1,1 mil por tonelada. O analista se recorda que cotações em tão bons patamares foram registradas em 1975 quando o Brasil exportou 1,1 milhão de toneladas de açúcar e Cuba, importante exportadora na ocasião, vendeu 7,5 milhões de toneladas no mercado internacional. “Os preços daquela época, se atualizados ao câmbio atual, oscilariam em U$ 3,7 mil por tonelada”, conta. Em compensação na década de 1980 a tonelada de açúcar chegou a ser negociada por US$ 60, o que fez a indústria da construção civil consumir o produto para a produção de cimento, “pois ele ajuda na cura do cimento”, diz Nastari. Já os preços do etanol devem seguir tendência de alta até a entrada da safra em abril e partir daí podem se acomodar.