A EXPANSÃO DO MERCADO DE PELLETS DE MADEIRA: Artigo Por José Cláudio Caraschi e Dorival Pinheiro Garcia

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A procura por energia limpa e renovável faz dos pellets de madeira um biocombustível promissor. Eles são pequenas pelotas cilíndricas de madeira, compactadas e densas que são produzidas com baixo teor de umidade (menor que 10%), permitindo maior eficiência na combustão. Sua geometria regular permite tanto a alimentação automática num sistema industrial quanto a alimentação manual, nos aquecedores residenciais, porque é um produto natural e, em sua maioria, não contém elementos tóxicos na sua composição. Sua principal aplicação é no aquecimento comercial e residencial de ambientes, mas também podem ser utilizados como combustível para a geração de energia elétrica em plantas industriais ou, até mesmo, em usinas termoelétricas.

Como forma de reduzir as emissões de gases do efeito estufa, os governos da Suécia e dos Estados Unidos têm subsidiado a compra de aquecedores movidos a pellets que substitui aqueles movidos a óleo. Na Europa, a meta é reduzir em 20% as emissões até 2020 e a utilização deste biocombustível renovável é um bom começo.
Na América do Norte e Europa, em 2011, havia 650 plantas industriais que produziam pellets. No Brasil (mercado em crescimento) temos pouco mais de oito empresas produtoras atuando neste mercado.

Atualmente, a busca por fontes renováveis de energia é uma tendência global que tem se fortalecido muito mais por questões ambientais do que econômicas. A União Europeia se destaca neste cenário por estabelecer metas agressivas para a substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis na sua matriz energética e a energia renovável a partir de biomassa vegetal, como os pellets, tem um papel importante neste contexto.

No Brasil, grandes empresas, como a Suzano Energia Renovável, anunciaram volumosos investimentos na construção de indústrias para a fabricação dos pellets de madeira na região nordeste. O projeto audacioso prevê a construção de uma das maiores Plantas Industriais de pellets de madeira do mundo, com produção estimada de 1 milhão de toneladas ao ano. Atualmente, o Brasil tem poucas empresas atuando neste setor, com baixo volume de produção, o que dificulta o fechamento de bons contratos de exportação. Além disso, as empresas brasileiras sofrem com o câmbio comercial desfavorável, o custo alto da produção, a lentidão dos portos e, sobretudo, a sazonalidade do mercado, que concentra os pedidos somente no auge do inverno europeu quando aumenta a demanda por este biocombustível no velho continente. Ao que tudo indica, o Brasil terá um papel de destaque neste mercado.


Fonte: José Cláudio Caraschi, Professor Doutor da UNESP - Campus de Itapeva e Dorival Pinheiro Garcia, Engenheiro Industrial Madeireiro e Mestre em Engenharia pela FEG-UNESP na área de Pellets de Madeira

Autor: Evolução do número de indústrias de pellets

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