Fundo oferece empréstimos com melhores condições para energia limpa

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Governo e BNDES lançam linhas de programa ligado a redução de emissões de CO2, que poderão ter R$1 bilhão até 2014

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, lançaram nesta segunda-feira (13/2) linhas de crédito do Programa Fundo Clima. O objetivo da iniciativa é apoiar projetos relacionados à redução ou mitigação de emissões de gases do efeito estufa. Entre as áreas contempladas estão energias renováveis, geração de energia com resíduos e melhoria de eficiência na produção de carvão vegetal.

"O Fundo Clima é um dos principais instrumentos da política brasileira de mudança do clima e até 2014 seus recursos poderão atingir R$1 bilhão", afirma a ministra Izabella. Os recursos do fundo são provenientes de até 60% do montante recebido pelo Ministério de Meio Ambiente junto a exploradores de petróleo, que pagam a Participação Especial do Petróleo.

As operações serão divididas em reembolsáveis, operadas pelo BNDES, e não-reembolsáveis, sob gestão direta do MMA. Em 2011, as duas modalidades receberam R$230 milhões, no total. Desse montante, R$30 milhões corresponderam à parcela não-reembolsável, que já entrou em vigor no ano passado. Os R$200 milhões restantes estarão disponíveis a partir de agora, com o lançamento da linha de crédito. Em 2012, a parcela reembolsável tem orçamento de R$360 milhões.

Os prazos de financiamento, variáveis em função da aplicação da verba, chegam a 25 anos - e a participação do BNDES poderá ser de até 90% do valor dos itens financiáveis, para todas as áreas. O governo afirma que, com o lançamento do Programa Fundo Clima, MMA e BNDES "buscam incentivar investimentos relevantes para que o Brasil atinja suas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa".

Segundo o banco estatal, os recursos na área de energia limpa sao voltados para eólicas em sistemas isolados, biomassa, energia dos oceanos e da radiação solar, "além de projetos de desenvolvimento tecnológico e da cadeia produtiva desses setores".


Fonte: Jornal da Energia

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