Isso significa que mais da metade dos 53 mil megawatts gerados anualmente é fruto do investimento da comunidade alemã e não de empresas privadas ou do governo. O país é tido como um líder internacional no âmbito de energia renovável. Só em 2011, foram exportados cerca de U$33 bilhões em energia renovável – a maioria energia eólica (40,4%) e hídrica (20,3%). Além disso, a indústria emprega 370 mil pessoas e representa 20% da produção total de energia alemã. A análise de Gipe mostra que nos últimos anos o cidadão alemão assumiu o comando, investindo cada vez mais na energia renovável. Em 2010, o valor correspondeu a aproximadamente U$103 bilhões. O estudo afirma que pessoas físicas são donos de 40% da indústria e fazendeiros correspondem a 11% do total. Do restante, apenas 9% é propriedade de empresas privadas. E é com energia renovável na cabeça que a Alemanha sediará em julho de 2012 a 11 ª Conferência Mundial de Energia Eólica (WWEC2012), que terá como foco o poder da comunidade. A conferência, que tem apoio do governo, está sendo organizado pela Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA) e a Associação Alemã de Turbinas Eólicas (BWE). Segundo Stefan Gsänger, diretor da WWEA: “Se queremos atingir a meta de energia 100% renovável, nós temos que garantir que as comunidades locais beneficiem do desenvolvimento de energia renovável e de projetos de apoio na sua vizinhança”. No Brasil, a energia renovável representa 85,4% do total gerado pelo país. Isso é muito mais do que os 20% da Alemanha. No entanto, a maior parte dessa energia é gerada por hidroelétricas, que apesar de ser uma fonte renovável, causam impacto ambiental negativo, pois são de grande porte. Além disso, o investimento nesse setor vem de grandes empresas e não do cidadão. Se a comunidade brasileira tomasse comando da situação, quem sabe nós pudéssemos atingir a meta de energia 100% renovável antes dos alemães?Fonte: www.asboasnovas.com.br