MEIO AMBIENTE:

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Cientistas entram na discussão sobre o Código Florestal para apontar impactos

Se por um lado os ambientalistas chegam a ser considerados radicais ao se manifestarem contra o texto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), os ruralistas defendem com veemência a aprovação do novo Código Florestal. Mas agora a ciência entregou na discussão para provar quem está certo ou errado.

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) divulgaram um estudo que deve provar cientificamente que as flexibilizações previstas no relatório de Rebelo comprometem o futuro das florestas do País. O texto foi reproduzido pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).

Os cientistas discordam, principalmente, de três pontos: da redução da Área de Preservação Permanente (APPs) na margem de rios, da possibilidade de regularizar plantios em topos de morros e da recomposição de áreas de reserva legal com espécies exóticas.

No estudo, que deve ser divulgado na íntegra nas próximas semanas, os cientistas argumentarão que a área utilizada pela agropecuária no país pode ter a produtividade maximizada sem necessidade de novos desmatamentos, com investimentos em pesquisa e tecnologias. E que é preciso compensar as perdas ambientais provocadas pelo histórico de produção insustentável.

“O contraponto do sucesso econômico da agricultura tropical se manifesta no aumento das pressões sobre o meio ambiente, com agravamento de processos erosivos, perda de biodiversidade, contaminação ambiental e desequilíbrios sociais. Fica evidente que há necessidade de medidas urgentes dos tomadores de decisão para se reverter o atual estágio de degradação ambiental provocada pela agropecuária brasileira”, diz o sumário executivo.



Fonte: Painel Florestal (Com informações da Agência Brasil)

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