A Dobrevê Energia (Desa) está atrás de um grande parceiro para realizar "um ambiciono plano de negócios no setor de energia elétrica". Para isso, a companhia contratou um banco para mediar essa transação. A informação foi dada ao Jornal da Energia nesta sexta-feira (3/2) por uma fonte próxima às negociações. O interlocutor fez questão de enfatizar que "não se trata de venda de ativos", conforme circula na mídia, "mas, sim, da busca por um grande investidor capaz de ajudar a realizar esse projeto". Segundo a fonte, nenhum dos sócios quer se desfazer da participação na companhia. Como nenhum acionista quer sair, os executivos discutem quais serão os critérios de governança para a entrada do novo investidor. "Essa negociação não tem prazo para ser finalizada. Como se trata de uma grande transação, é preciso escolher com calma". A Desa teve participação importante nos últimos leilões de geração. Atualmente, a empresa possui três pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), que somam 72MW, e sete parques eólicos em construção, totalizando 205MW. Em maio de 2011 a empresa revelou a intenção de investir R$2 bilhões em energia renovável até 2014. Na época, o presidente da Desa, Carlos Augusto Leite Brandão, revelou a meta de transformar a companhia em "uma das maiores geradoras do mercado de energia renovável". No total, a Desa possui 47 empreendimentos em projeto ou em fase de desenvolvimento, que somam 700MW. A Dobrevê Energia é formada pela família Weege, de Santa Catariana, que é controladora da Malwee Malhas, do setor têxtil, com 78,86% dos ativos; e pela Pragma Patrimônio (21,14%), administradora de fundos de investimentos que pertence aos controladores da Natura.Por Wagner FreireJornal Energia